Assim como o seu saudoso pai, ela contribuiu muito para o desenvolvimento de Itabaiana e fez jus ao seu sobrenome.

Por Taís Cristina – jornalista

Quando acordei na manhã de hoje me deparei com a notícia do falecimento de dona Maria Helena. Rapidamente lembrei-me das vezes que estive com ela, e de como aquela mulher era amável, um doce de pessoa.

Em 2018, quando já trabalhava no Portal Itnet e aceitei participar da revista Perfil – edição Expo Indústria, teria que contar toda a trajetória de Zeca Mesquita, o homem que revolucionou Itabaiana. Até então eu não sabia nem quem ele era, e achava que escrever sobre algo tão antigo seria um saco. Mas eu me enganei.

Então fui informada que além do grande historiador Zé Almeida, uma das pessoas que me contaria a história desse homem seria uma de suas filhas: Maria Helena Silveira, dona de um cartório na Praça Fausto Cardoso.

Era um dia de manhã, fui ao cartório que era de sua propriedade, um pouco tímida, sem saber bem por onde começar. Fui recebida por uma senhorinha de sorriso fácil, com olhar ternuroso e acolhedor. Naquele momento percebi que tudo daria certo e que a conversa seria boa.

Durante toda a manhã, Maria Helena me mostrou fotos, contou toda a trajetória do seu pai, suas invenções, alguns momentos de família. Enquanto ela contava, eu viajava no tempo, imaginando todas aquelas cenas, como a chegada da eletricidade, o primeiro carro, primeiro cinema em Itabaiana.

A cada frase de Maria Helena, mais emocionada ela ficava e transbordava em sua fala e principalmente nos olhos, o orgulho que ela tinha de ser filha de Zeca. Depois disso eu escrevi todas as matérias que tinha que escrever e voltamos a nos encontrar na abertura da Expo Indústria, no Shopping Peixoto.

Na ocasião, algumas pessoas seriam homenageadas com o Troféu Zeca Mesquita. E quem lá estava radiante e feliz? Maria Helena. Quando ela me viu sorriu e disse que queria muito falar comigo, parecia até que a gente se conhecia de muito tempo!

Ela deu-me um abraço e me agradeceu, por ser tão jovem e ter contado fielmente um pouco da história da família dela. Naquele momento eu me emocionei, pois estava começando minha profissão, e receber um elogio de alguém tão especial como ela, para mim foi surreal e sempre me lembrarei desse momento.

Descanse em paz e brilhe muito no céu!