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Anderson de Zé das Canas chama Valmir de Francisquinho de ditador e clima esquenta

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Anderson de Zé das Canas chama Valmir de Francisquinho de ditador e clima esquenta

Em entrevista concedida a uma emissora de rádio da capital, a temperatura da política sergipana subiu de vez nesta terça-feira (13). O ex-prefeito de Frei Paulo e pré-candidato a deputado federal Anderson de Zé das Canas e o prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho, trocaram farpas públicas em um embate que misturou ataques pessoais, ironias e provocações com claro pano de fundo eleitoral.

A faísca começou após Valmir afirmar que o tradicional chapéu de couro usado por Zé das Canas serviria para “enganar a população”. A resposta veio no mesmo tom ou até mais forte. Anderson rebateu dizendo que o prefeito de Itabaiana nunca viveu a realidade do campo como ele e afirmou que o uso do chapéu representa sua história e identidade. Segundo Zé das Canas, as críticas seriam sinal de incômodo político.

O discurso, no entanto, rapidamente saiu do simbolismo rural e entrou no campo das acusações pesadas. Zé das Canas classificou Valmir como “ditador” e fez uma comparação com cenários internacionais, insinuando que o prefeito teria perfil autoritário e intolerante a críticas.

Valmir não deixou barato. Disse que o adversário só ganhou espaço político por “falta de opção” do eleitorado e minimizou as declarações, afirmando estar focado no trabalho à frente da Prefeitura de Itabaiana. Ainda assim, alfinetou ao dizer que muitos tentam se promover explorando o seu nome.

A tréplica veio com lembrança estratégica: Zé das Canas trouxe à tona a inelegibilidade de Valmir, sugerindo que o prefeito sequer poderá estar na disputa eleitoral, o que reacendeu um dos temas mais sensíveis envolvendo o gestor itabaianense.

No fechamento do embate, Valmir demonstrou confiança e adotou o tom provocativo que já virou sua marca. Disse que venceria o adversário caso estivesse apto a concorrer e rotulou Anderson de Zé das Canas como “falastrão”, afirmando que seus críticos falam muito, mas apresentam pouco trabalho concreto.

O episódio escancara que, mesmo antes da largada oficial do processo eleitoral, a disputa por espaço e narrativa já está em pleno curso. E, pelo tom adotado, a campanha promete ser marcada mais por embates verbais e ataques diretos do que por debates de propostas. Política, neste momento, está longe de ser jogo morno em Sergipe.

Por Redação


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