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Violência contra a mulher: aumento pontual de casos em 2025 acende alerta em Sergipe

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Violência contra a mulher: aumento pontual de casos em 2025 acende alerta em Sergipe

Apesar da queda histórica nos casos de feminicídio nos últimos anos, Sergipe registrou um aumento pontual em 2025, com 15 casos no total, sendo sete deles apenas em dezembro. Diante desse cenário, a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) intensificou as estratégias de prevenção, repressão qualificada e orientação às mulheres sergipanas.

Segundo a delegada Lara Schuster, titular da DEAM, o estado vinha registrando uma redução consistente de feminicídios: 21 casos em 2021, 19 em 2022, 16 em 2023 e 10 em 2024. O aumento de 2025 acendeu um alerta para que a polícia mantivesse atuação ainda mais rápida e efetiva. Todos os casos foram solucionados, com identificação e prisão dos autores, mantendo 100% de resolução dos crimes.

Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, a DEAM representou por 15 prisões preventivas e oito medidas cautelares. Apenas em janeiro, seis mandados foram cumpridos por descumprimento de medidas protetivas, e outros dois com apoio de equipes de outras unidades. “O descumprimento de medida protetiva é tratado com prioridade absoluta, podendo resultar em prisão em flagrante ou preventiva para evitar a escalada da violência”, destacou a delegada.

A titular da DEAM alerta que a violência doméstica não começa no feminicídio. Das 15 vítimas de 2025, apenas duas haviam solicitado medida protetiva antes do crime, e a maioria sequer havia registrado boletim de ocorrência. “A violência é escalonada: começa com controle, humilhação, agressões verbais e ameaças, até evoluir para agressão física e, em alguns casos, morte. Por isso, denunciar cedo salva vidas”, reforçou Lara Schuster.

Entre os crimes mais recorrentes estão ameaça, agressões verbais e físicas, com aumento recente na gravidade das lesões. A medida protetiva de urgência é um dos mecanismos mais eficazes de proteção, permitindo prisão imediata do agressor em caso de descumprimento.

A delegada lembra que o medo de denunciar é um obstáculo, mas que mulheres que buscam ajuda se tornam menos vulneráveis. “Denunciar rompe o ciclo da violência e possibilita a atuação do Estado para proteger a vítima”, afirmou.

Sergipe conta com diversos canais de denúncia 24 horas para apoiar as vítimas, como o Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), a Delegacia Virtual (Devir Mulher), a Central de Atendimento à Mulher (180), além do Disque-denúncia 181 e 190 da Polícia Militar. A Polícia Civil reforça que qualquer pessoa pode denunciar, mesmo não sendo vítima direta, com sigilo garantido.





Com informações da SSP


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