Elefante-marinho encontrado debilitado em Aracaju morre após tentativas de reabilitação

Um elefante-marinho-do-sul macho, classificado como juvenil, morreu após não resistir ao estado grave de debilitação, mesmo após receber atendimento especializado. O animal havia sido resgatado no litoral de Aracaju e passou por procedimentos de estabilização e reabilitação, mas o quadro clínico evoluiu de forma desfavorável.
O resgate foi realizado na manhã da terça-feira, 21, na Praia da Aruana. No local, o elefante-marinho apresentava apatia, magreza extrema e baixo escore corporal, com peso de apenas 44,7 quilos. A avaliação inicial foi feita por equipes da Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA) e da empresa Mineral, por meio do Projeto de Monitoramento de Praias (PMP-SEAL). Após os primeiros atendimentos, o animal foi encaminhado ao Centro de Reabilitação e Despetrolização da FMA.
Apesar dos cuidados intensivos, o elefante-marinho não resistiu. Após o óbito, o corpo foi submetido à necropsia e à coleta de amostras para exames complementares, que devem indicar a causa exata da morte. A análise preliminar aponta para um quadro de inanição associado à caquexia, condição caracterizada pela perda severa de massa muscular e magreza acentuada.
Durante o exame, foi constatada a ausência de conteúdo alimentar no estômago, o que indica que o animal permaneceu por um longo período sem se alimentar. Segundo a coordenadora do PMP-SEAL, Elaine Knupp de Brito, Sergipe não integra a área de ocorrência natural da espécie. “O elefante-marinho pode ter sido conduzido ao litoral sergipano por correntes marinhas. Por ser um indivíduo juvenil, a inexperiência no processo migratório e na busca por alimento pode ter contribuído para a debilitação”, explicou.
O elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina) é o maior dos pinípedes, com ocorrência regular em regiões subantárticas e na Antártida. No Brasil, a espécie é considerada visitante ocasional e não se reproduz, sendo registrada de forma esporádica em diferentes estados, com maior frequência no Sul do país.
A Fundação Mamíferos Aquáticos reforça que pinípedes podem permanecer nas praias durante períodos naturais de descanso. Em casos de avistamento, a orientação é manter distância mínima de 10 metros, afastar animais domésticos e não tentar alimentar ou conduzir o animal de volta ao mar. O contato deve ser feito imediatamente pelos telefones 0800 079 3434 ou (79) 99130-0016.
Com informações da Fundação Mamíferos Aquáticos
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