STF condena itabaianense conhecido como Popó Bolsonaro a 14 anos de prisão por atos de 8 de janeiro

O Supremo Tribunal Federal concluiu o julgamento da Ação Penal nº 2407 e condenou Luciano Oliveira dos Santos, conhecido popularmente em Itabaiana e em todo o estado como Popó Bolsonaro, a 14 anos de prisão por crimes relacionados aos atos antidemocráticos ocorridos em 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
Luciano, que é natural de Itabaiana e apoiador declarado do ex-presidente Jair Bolsonaro, ganhou notoriedade nas redes sociais por sua atuação como ativista bolsonarista, com postagens de cunho radical em defesa do conservadorismo e contrárias ao comunismo e ao socialismo.
Segundo a decisão do STF, o réu participou das invasões à Praça dos Três Poderes, que resultaram na depredação dos prédios do Palácio do Planalto, do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional, incluindo a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.
Popó Bolsonaro foi preso no dia 9 de janeiro de 2023, no acampamento montado em frente ao Quartel-General do Exército, um dia após os ataques. Desde então, passou a responder por crimes relacionados aos atos considerados antidemocráticos. Em maio de 2023, ele obteve liberdade provisória mediante o cumprimento de medidas cautelares impostas pela Justiça.
O julgamento definitivo ocorreu em sessão virtual do plenário do STF, realizada entre os dias 14 e 25 de novembro de 2025, quando os ministros fixaram a pena total em 14 anos de reclusão.
Com a condenação, surge agora a discussão sobre o regime inicial de cumprimento da pena. Luciano já permaneceu aproximadamente um ano preso, período que poderá ser abatido do total da condenação. A legislação prevê que ele deverá cumprir ao menos um terço da pena para pleitear progressão de regime, o que abre a possibilidade de início no regime fechado ou, dependendo da decisão judicial e de eventuais recursos, no regime semiaberto.
A defesa deve recorrer da decisão e buscar meios legais para reduzir o tempo de cumprimento em regime fechado, apostando na progressão de pena prevista em lei. O caso segue repercutindo em Itabaiana e em Sergipe, sobretudo pela notoriedade que o condenado alcançou nas redes sociais e pelo desfecho judicial de um dos episódios mais marcantes da história política recente do país.
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